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Ano Novo Chinês 2026: o impacto que pode comprometer operações e como planejar desde já

O Ano Novo Chinês é, sem exagero, a maior operação de desaceleração logística do planeta. Em 2026, o feriado ocorre entre 17/02 e 03/03, mas seus efeitos começam semanas antes e só desaparecem semanas depois. 

Para empresas brasileiras que importam da Ásia, ignorar essa janela é começar o ano do jeito errado, abrindo espaço para aumento de custos, ruptura de estoque, atrasos e dificuldade de reposição.

Aqui está o ponto-chave: não é apenas a China que para, toda a cadeia produtiva ao redor dela desacelera. Fornecedores fecham, empresas liberam funcionários para viajar longas distâncias, fábricas iniciam manutenção anual e os portos operam com capacidade reduzida.

Mas o maior risco costuma vir logo após a reabertura: backlog acumulado, fila de containers, restrição de espaço nos navios, aumento de frete spot, qualidade irregular em novas produções, já que muitas fábricas trocam equipes depois do feriado.

O que a Logtrade recomenda para 2026

  1. Antecipar pedidos críticos

A partir de janeiro, espaço em navios e disponibilidade de fornecedores começam a apertar. Antecipar reduz risco e custo.

  1. Ajustar previsões de estoque

O ciclo logístico asiático fica, em média, 20 a 40 dias mais longo no período.

  1. Garantir visibilidade total da carga

Saber exatamente onde está cada embarque evita decisões reativas.

  1. Planejar cenários alternativos

Mudança de rota, consolidação diferenciada, frete aéreo emergencial e ajustes de janela de entrega devem ser preparados com antecedência.

  1. Alinhar expectativas internamente

Comercial, compras, planejamento e logística precisam falar a mesma língua neste período.

Na logística internacional, quem planeja com antecedência constrói vantagem competitiva e no Ano Novo Chinês isso vale em dobro.

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