O Ano Novo Chinês é, sem exagero, a maior operação de desaceleração logística do planeta. Em 2026, o feriado ocorre entre 17/02 e 03/03, mas seus efeitos começam semanas antes e só desaparecem semanas depois.
Para empresas brasileiras que importam da Ásia, ignorar essa janela é começar o ano do jeito errado, abrindo espaço para aumento de custos, ruptura de estoque, atrasos e dificuldade de reposição.
Aqui está o ponto-chave: não é apenas a China que para, toda a cadeia produtiva ao redor dela desacelera. Fornecedores fecham, empresas liberam funcionários para viajar longas distâncias, fábricas iniciam manutenção anual e os portos operam com capacidade reduzida.
Mas o maior risco costuma vir logo após a reabertura: backlog acumulado, fila de containers, restrição de espaço nos navios, aumento de frete spot, qualidade irregular em novas produções, já que muitas fábricas trocam equipes depois do feriado.
A partir de janeiro, espaço em navios e disponibilidade de fornecedores começam a apertar. Antecipar reduz risco e custo.
O ciclo logístico asiático fica, em média, 20 a 40 dias mais longo no período.
Saber exatamente onde está cada embarque evita decisões reativas.
Mudança de rota, consolidação diferenciada, frete aéreo emergencial e ajustes de janela de entrega devem ser preparados com antecedência.
Comercial, compras, planejamento e logística precisam falar a mesma língua neste período.
Na logística internacional, quem planeja com antecedência constrói vantagem competitiva e no Ano Novo Chinês isso vale em dobro.
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